Portugal tem vários vinhos doces: desde o famoso Vinho do Porto, ao Moscatel de Setúbal, ao Moscatel do Douro, ao Vinho Madeira, ao Carcavelos, ao Licoroso dos Açores, até ao colheita tardia.

Este último, conhecido também por Late Harvest, é o vinho doce mais recente em Portugal.

As suas uvas, quase passas e criteriosamente seleccionadas, são vindimadas mais tarde, depois da vindima “normal“ dos outros vinhos.

Porquê a colheita tardia?

O objectivo desta vindima tardia é dar tempo às uvas para que possam ser afectadas pela Botrytis Cinérea, mais conhecida por podridão nobre. Trata-se de um tipo de fungo que cobre a pele das uvas, permitindo que estas concentrem os seus sabores, e que se desenvolve em climas húmidos, o que resulta na desidratação das uvas.

Porque é que os vinhos são doces?

Este fenómeno provoca uma série de reacções químicas que modificam parâmetros como acidez e açúcar. Assim, aromas de mel, flores, tangerinas e marmelo começam rapidamente a intensificar-se no interior das uvas, e aperfeiçoam-se durante o processo de vinificação, criando vinhos doces, glicéricos, saborosos, longos e aromáticos.

Os Colheita Tardia são vinhos baratos?

Estes são vinhos que têm grande fama, procura e podem até custar pequenas fortunas. Não é raro ver uma garrafinha de colheita tardia Chateau D´Yquem a custar 1500 euros.

Em Portugal, já temos vinhos Late Harvest de grande qualidade, a preços bastante mais convidativos. Descubra-os aqui.

Como deve ser servido?

Os colheita tardia, apesar de serem conhecidos pela sua longevidade, devem ser apreciados frescos (10-12ºC).

Por outro lado, proporcionam uma excelente experiência gastronómica, combinando muito bem com sobremesas (creme brûlée, torta de maçã), como aperitivos (queijo de cabra, Roquefort), e até com comida oriental.

E como o vinho vem da Vinha…

Txim Txim e boas pomadas!


mini-joao

crónica por joão guedes

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