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Vinho Tinto
Outrora
Raro 2015, 1,5l
DOC Bairrada

237,79

 2023-2043

 Servir a 16º-18º

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Revista de Vinhos, nota de prova publicada em 15 de Julho de 1905

Rubi translúcido, reflexos granada. Nariz de bosque e cereja vermelha, secundados por resina de pinheiro. O tanino é senhorial mas de uma finura que impressiona. A acidez corre-lhe na seiva, o final é projetado por longos minutos e a perspetiva de evolução é bem longa. A questão: conseguirá resistir à tentação de não o abrir já?

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Outrora

Por raro entende-se algo invulgar, pouco abundante ou que não acontece muitas vezes. É exatamente assim que entendemos este vinho, RARO, no melhor significado que esta palavra pode ter.

É um vinho de pendor gastronómico, obviamente, mas com uma grande plasticidade de emparelhamento devido à sua rara conjugação de leveza, riqueza e tensão.

Nascido de um ano que foi quente em muitas regiões, mas que na Bairrada produziu vinhos de grande requinte, simultaneamente com finura e potência, este Outrora proveniente da nossa vinha centenária localizada no vale de Cadoiços, captura aquilo que acreditamos ser a essência da casta e todo o esplendor que consegue atingir em anos especiais.

O caráter atlântico do clima bairradino, juntamente com os seus solos argilo-calcários conseguem munir esta casta de uma personalidade única, embora nos coloquem grandes desafios. Nos verões mais chuvosos a argila torna o manuseamento desta casta sensível numa tarefa complicada, onde a precisão na viticultura é primordial e o momento da colheita é ditado por vários fatores além do ponto de maturação das uvas.

Este 2015 revelou-se desde cedo austero mas sempre com uma rara pureza de fruta e porte paradoxalmente elegante e envolvente. Sabíamos estar na presença de algo com que a natureza ainda não nos tinha presenteado até então e fomos adiando, ano após ano, o lançamento de um vinho que foi sempre crescendo e que, acreditamos que o continuará a fazer durante muitos anos. Só a natureza dirá quando voltará a existir uma nova edição de Outrora Raro.

Vinificação: Uvas parcialmente desengaçadas e fermentadas lentamente em lagar.
Estágio: 24 meses em barricas de carvalho francês (50% novas), de 500 l e 228 l.
Engarrafamento em Setembro de 2017 e estágio em garrafa desde então.

Informação de alergénios

Contém sulfitos.

SKU: 107147

V Puro

A parceria entre os enólogos Nuno Mira do Ó e João Soares, na Bairrada, onde as jóias da coroa são as vinhas velhas, nasce em 2009, com a grande aposta nas vinhas velhas de Baga, no caso dos tintos, e de Bical no caso dos brancos, embora em algumas vinhas existam misturas com outras castas locais. A enologia é minimalista a nível de intervenção mas bastante diferenciada e adaptada a cada uma das diferentes vinhas, tendo as diferentes parcelas uma abordagem diferente na adega de forma a melhor revelarem aquilo que ambos acreditam ser a sua expressão mais pura. A sua filosofia é “uma vinha, um vinho”.

“Qualidade, “terroir”, elegância, frescura, prazer, autenticidade e longevidade. São palavras que nos são muito queridas, que descrevem aquilo que procuramos nos vinhos.”

As vinhas V Puro localizam-se no vale de Cadoiços, próximo da Mealhada. O clima é puramente atlântico, ficando as vinhas a uns meros 30 km do mar, sem quaisquer barreiras naturais. Os solos são argilo-calcários sendo algumas parcelas mais argilosas e profundas e outras mais calcárias e expostas. As videiras são na sua maioria centenárias e aqui domina a Baga antiga ou “Poeirinho”. A viticultura é toda manual já que estas vinhas antigas são impossíveis de mecanizar.

Nos brancos são utilizadas barricas usadas para o Bical e Cercial e inox para o Arinto, sem adição de leveduras e com fermentações muito lentas. Normalmente são engarrafados ao fim de 12 meses de estágio na borra fina e em seguida estagiam em garrafa. Nos tintos de Baga utilizam uma percentagem variável de cachos inteiros com engaço. Alguns tintos são fermentados em lagar com pisa a pé e outros em Balseiro de Carvalho, com pouca extração forçada. Estagiam em barricas e balseiros, normalmente durante 12 a 24 meses antes de serem engarrafados.

“Queremos vinhos tensos, frescos e complexos, com grande ligação ao “terroir” e personalidade única e que, fundamentalmente, nos proporcionem prazer durante muitos anos.”